sexta-feira, 16 de maio de 2008

quinze de maio.

descobri que enxergo átomos: eletrosferas.
também que vive-se vida atômica, transfigurada em sobrevida caótica.
a melancolia assombra as vísceras e transforma a manifestação e tentativa de afecto em vertigem.
minha obra é triangular e irrefutável.
acordo todos os dias com a sirene alarmante dele. meus ouvidos são sensíveis e tudo é muito alto durante as manhãs.

a luz.

tua voz vibra boa dor. não posso ser maior que as coisas.
meu corpo pesa e te peço que o carregue em silêncio.
meu silêncio é teu. e essa, essa é a disritmia de mim mesmo, onde tudo soa nada. o nada se confunde com minhas pernas ou com a parte austral do meu corpo.
tuas tentativas só projetam a fuligem de mim em mim mesmo.


minhas cordas vibram e teus ouvidos ensurdecem.

preciso te amar. minha cidade não tem luar.

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